A coleção esclarecida

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Para o colecionador inexperiente, o mercado de arte pode parecer uma enxurrada de nomes e tendências distintas, apresentadas confusamente no show room de uma galeria, ou, pior ainda, nos intermináveis corredores de uma feira de arte. Os preços são altos, e os valores parecem arbitrários, muitas vezes incompreensíveis. Como se orientar neste território?

Isto talvez não seja um problema para um colecionador casual, interessado em enriquecer a decoração de sua casa, e em se divertir despretensiosamente escolhendo livremente e sem compromisso aquilo que parece lhe agradar intuitivamente, e que cabe em seu bolso. Este comprador não considerará a hipótese de se informar seriamente, ou de buscar a opinião de especialistas isentos, satisfazendo-se com aquisições descomprometidas de qualquer planejamento temático ou financeiro.

Mas existe outra maneira de colecionar, baseada não no mero impulso ou capricho, mas no conhecimento. Conhecer as obras de arte nos permite compreendê-las melhor – as condições em que foram feitas, as ideias que as fundamentam, o contexto geral em que se inserem. Ao conhecer melhor uma obra, passamos a compartilhar uma certa visão de mundo com o artista que a produziu: compartilha-se uma certa opinião sobre a vida, sobre a arte, sobre a realidade como um todo; compartilha-se uma certa perspectiva sobre a cultura, sobre a tradição e sobre as possíveis formas de reinventá-la. Através do conhecimento, passamos a desejar uma obra não por um mero acaso ou capricho, mas quando, surpresos, nos reconhecemos nela; ou quando uma parte de nós – um sentimento ou uma convicção sobre a natureza, sobre a sociedade ou sobre nós mesmos – se revela através dela.

Construir uma coleção de forma esclarecida nos permite, portanto, articular esta visão de mundo que nos traz cada obra particular em um conjunto maior, marcado por um ou mais temas, assuntos ou conceitos: coleções bem montadas podem girar à volta de questões diversas como a natureza, a tecnologia, o espaço, a arquitetura, ou ainda muitas outras questões que se queira abordar. Uma coleção pode ser uma multiplicidade de pontos de vista sobre algo, sobre um aspecto ou outro da realidade, que reflita a personalidade do colecionador, ou que exprima suas dúvidas, seus interesses e seu espanto diante do mundo. Colecionar é, também, criar.

O conhecimento nos permite, mais ainda, considerar as obras de arte como um ativo financeiro. Obras de arte não são meros objetos de consumo, sujeitos à perda do valor econômico uma vez adquiridos e fruídos, pois estão sujeitas a avaliações e estimativas comerciais atreladas aos desdobramentos da carreira do artista e de sua obra. Boas coleções, montadas com zelo e inteligência, consideram a expectativa de valorização como um aspecto fundamental, e como parte da construção de um patrimônio econômico. Assim, colecionar de maneira esclarecida é, também, fazer investimento.

Atmotiv tem como uma de suas principais atividades a proposta de orientar aqueles que desejam possuir uma coleção de arte de qualidade, e que se preocupam em fazê-lo visando um retorno financeiro de longo prazo, tendo a certeza de que o elemento fundamental neste processo é o conhecimento.

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